Uma tentativa de suicídio envolvendo Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como cúmplice de Daniel Vorcaro no chamado caso Master, levantou questionamentos no cenário político. Em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (5), o senador Carlos Viana (Podemos-MG) afirmou que o episódio pode indicar uma possível “queima de arquivo”. Mourão foi preso pela Polícia Federal em Belo Horizonte e, segundo informações apuradas pela emissora, foi levado a um hospital após tentar tirar a própria vida. O protocolo médico aponta para morte encefálica condição que, pela legislação brasileira, é considerada óbito.
O parlamentar disse estar preocupado com o que ocorreu dentro da superintendência da Polícia Federal na capital mineira e cobrou esclarecimentos sobre as circunstâncias do caso. Em nota, a corporação informou que agentes que estavam no local prestaram socorro imediato, iniciando manobras de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A PF também comunicou o fato ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça e afirmou que entregará imagens e registros que mostram a dinâmica do ocorrido. Viana disse ainda que pretende oficiar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o Ministério da Justiça, defendendo uma investigação detalhada. Para ele, o caso é grave e precisa de transparência, já que, segundo destacou, é incomum que um detento consiga tirar a própria vida dentro de uma cela utilizando apenas uma camisa.


